Este é um espaço destinado ao lazer e bem estar de nossa mente, onde podemos dialogar sobre assuntos relacionados à cultura, arte, filosofia e atualidades, para o engrandecimento de nosso conhecimento e espírito.
terça-feira, abril 17, 2007
Literatura Infantil
Por: Denise Fonseca
Em homenagem ao Dia do Livro Infantil, uma pequena passagem sobre a literatura infantil...Que teve seu início com as narrações, oriundas da Idade Média e mesmo antes, na Índia. Quem lembra da estória de Sherazade, uma princesa que para não ser morta pelo marido, toda noite lhe contava um fragmento de uma estória fascinante, o que o deixava curioso e, assim, adiava sempre a morte da esposa esperta. Antigamente, as crianças não eram tratadas como indivíduos à parte, que necessitam de uma literatura diferenciada. Se alguma criança quisesse ler, e só a burguesia tinha acesso à leitura, se entretinham com livros clássicos adultos. Hoje, crianças do mundo todo param encantadas com os contadores de estórias, com peças teatrais infantis, com livros de estória, coloridos e fascinantes.
No SPAsophia Cultura e Arte, na parte de locadora, temos vários exemplares de livros infantis para aluguel ou leitura no local por preços super acessíveis, não deixe suas crianças distantes da fantasia. A fantasia dos livros penetra na mente dos pequeninos e ajuda-os a equilibrar seus conflitos e ansiedade.
Em homenagem ao Dia do Livro Infantil, uma pequena passagem sobre a literatura infantil...Que teve seu início com as narrações, oriundas da Idade Média e mesmo antes, na Índia. Quem lembra da estória de Sherazade, uma princesa que para não ser morta pelo marido, toda noite lhe contava um fragmento de uma estória fascinante, o que o deixava curioso e, assim, adiava sempre a morte da esposa esperta. Antigamente, as crianças não eram tratadas como indivíduos à parte, que necessitam de uma literatura diferenciada. Se alguma criança quisesse ler, e só a burguesia tinha acesso à leitura, se entretinham com livros clássicos adultos. Hoje, crianças do mundo todo param encantadas com os contadores de estórias, com peças teatrais infantis, com livros de estória, coloridos e fascinantes.
No SPAsophia Cultura e Arte, na parte de locadora, temos vários exemplares de livros infantis para aluguel ou leitura no local por preços super acessíveis, não deixe suas crianças distantes da fantasia. A fantasia dos livros penetra na mente dos pequeninos e ajuda-os a equilibrar seus conflitos e ansiedade.
sábado, março 31, 2007
LIVROS LIVROS!
Em breve, um sonho realizado. O cheiro, as imagens, as viagens, os livros...Inauguraremos um espaço para locação de livros, sebo e auxílio para os que têm dificuldade de efetuarem seus trabalhos escolares. SPAsophia Cultura e Arte...Em breve...na Japuíba. E também teremos a página no www.portalcarpediem.org. Aguardamos a visita de todos.
quinta-feira, março 29, 2007
CASTRO ALVES- 160 ANOS
Por: Denise Fonseca
Em 14/03/1847 nasceu um dos mestres da poesia brasileira: Castro Alves, que completaria 160 anos. Estou um pouco atrasada, mas o que vale é a homenagem, seja em qual data for.
As Duas Flores
São duas flores unidas,
São duas rosas nascidas
Talvez no mesmo arrebol,
Vivendo no mesmo galho,
Do mesmo raio de sol.
Unidas, bem como as penas
Das duas asas pequenas
De um passarinho do céu...
Como um casal de rolinhas,
Como a tribo de andorinhas
Da tarde no frouxo véu....
Em 14/03/1847 nasceu um dos mestres da poesia brasileira: Castro Alves, que completaria 160 anos. Estou um pouco atrasada, mas o que vale é a homenagem, seja em qual data for.
As Duas Flores
São duas flores unidas,
São duas rosas nascidas
Talvez no mesmo arrebol,
Vivendo no mesmo galho,
Do mesmo raio de sol.
Unidas, bem como as penas
Das duas asas pequenas
De um passarinho do céu...
Como um casal de rolinhas,
Como a tribo de andorinhas
Da tarde no frouxo véu....
quarta-feira, março 14, 2007
Todo dia é dia de POESIA!
(Por: Denise Fonseca)
A poesia é uma arte tradicional em que a linguagem humana é usada esteticamente, em que predomina o belo. Segundo Aristóteles, em sua obra Poética, a poesia tem três características: Verossimilhança (o que pode ser verdade); MÍMESIS (a arte imita a vida) e CATARSE (liberação das emoções, “lavagem da alma”). Através da poesia exprimimos sentimentos por meio de palavras ritmadas e exprimimos através da alma nossa visão de mundo. Segundo Adélia Prado, podemos fazer poesia de qualquer evento cotidiano, basta nos deixar levar pelo transcendental, pela sensibilidade da alma. Então, para comemorar o dia da poesia, podemos dizer que todo dia é dia de fazer poesia, basta deixar a alma livre.
AUTOPSICOGRAFIA (Fernando Pessoa)
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
A poesia é uma arte tradicional em que a linguagem humana é usada esteticamente, em que predomina o belo. Segundo Aristóteles, em sua obra Poética, a poesia tem três características: Verossimilhança (o que pode ser verdade); MÍMESIS (a arte imita a vida) e CATARSE (liberação das emoções, “lavagem da alma”). Através da poesia exprimimos sentimentos por meio de palavras ritmadas e exprimimos através da alma nossa visão de mundo. Segundo Adélia Prado, podemos fazer poesia de qualquer evento cotidiano, basta nos deixar levar pelo transcendental, pela sensibilidade da alma. Então, para comemorar o dia da poesia, podemos dizer que todo dia é dia de fazer poesia, basta deixar a alma livre.
AUTOPSICOGRAFIA (Fernando Pessoa)
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
Dia da Poesia
Saudações a todos os poetas e amantes da poesia!!!
14 de março dia da poesia
"...Eis que surge uma palavra: AMAR.
Quatro letras que sozinhas não dizem nada ao meu pensar.
Uma palavra que vai fundo à minha alma e me faz despertar.
Penso na razão da sua existência,
Na descoberta da sua essência
E no espírito da sua eloqüência..."
Trecho da Poesia: Despertar / Carmen Amazonas
14 de março dia da poesia
"...Eis que surge uma palavra: AMAR.
Quatro letras que sozinhas não dizem nada ao meu pensar.
Uma palavra que vai fundo à minha alma e me faz despertar.
Penso na razão da sua existência,
Na descoberta da sua essência
E no espírito da sua eloqüência..."
Trecho da Poesia: Despertar / Carmen Amazonas
sábado, março 03, 2007
AFINAL, O QUE É FELICIDADE?

Por: Denise Fonseca
Muito se tem discutido sobre o que realmente é a felicidade, e até hoje, pouco se descobriu, ou nada. Ninguém encontrou uma resposta definitiva, concreta, considerada como verdadeira e absoluta, que pudesse satisfazer todos os afoitos em saber o sentido dessa palavrinha mágica, ou, desse sentimento tão cobiçado e pouco conhecido. Muitos falam que é um estado de espírito; outros falam que é a realização de todas as nossas necessidades, em todos os fatores de nossa vida, como: ter um bom trabalho, com um bom salário; uma casa, uma família; ter bens materiais; fama, sucesso e poder; inexistência de problemas; um amor; ajudar o próximo etc. Somando tudo isso, seria possuir um conjunto formado pelo material, emocional e o espiritual, este último muitas vezes não reconhecido por alguns estudiosos do assunto.
Segundo Abraham Maslow, o ser humano vive para satisfazer suas necessidades, que ele classificou em uma pirâmide. O objetivo é chegar ao topo (auto-realização), quando o indivíduo atingiria a plenitude de sua vida, tendo todas as suas necessidades atendidas.
É a busca da satisfação dessas necessidades que motiva as pessoas a seguirem em frente, galgando os vários degraus da existência. Perece uma busca interminável, porque assim que uma necessidade é satisfeita, surge outra. Fica o desafio então, se chegarmos ao topo – auto-realização, alcançaremos a tão sonhada felicidade? E o que acontece depois? Paramos?
Podemos achar que a felicidade não é desse mundo, pois parece algo inatingível. Acredito que antes de atingirmos algo que parece transcendental, devemos praticar o autoconhecimento (“conhece a ti mesmo”- Sócrates). Na verdade, a vida não é um problema, é um desafio e somos nosso maior desafio. Não sabemos ainda por que estamos aqui e para que. Como então podemos desvendar os mistérios de tão intensa plenitude? Em vez de ficarmos achando que a felicidade se encontra em fatores externos, não deveríamos olhar para dentro de nós, acreditando que é lá que estão as respostas para nossas aflições, angústias e insatisfações? Como disse Thomas Hardy: “A felicidade não depende do que nos falta, mas do bom uso que fazemos do que temos.” E você, já encontrou sua felicidade?
Muito se tem discutido sobre o que realmente é a felicidade, e até hoje, pouco se descobriu, ou nada. Ninguém encontrou uma resposta definitiva, concreta, considerada como verdadeira e absoluta, que pudesse satisfazer todos os afoitos em saber o sentido dessa palavrinha mágica, ou, desse sentimento tão cobiçado e pouco conhecido. Muitos falam que é um estado de espírito; outros falam que é a realização de todas as nossas necessidades, em todos os fatores de nossa vida, como: ter um bom trabalho, com um bom salário; uma casa, uma família; ter bens materiais; fama, sucesso e poder; inexistência de problemas; um amor; ajudar o próximo etc. Somando tudo isso, seria possuir um conjunto formado pelo material, emocional e o espiritual, este último muitas vezes não reconhecido por alguns estudiosos do assunto.
Segundo Abraham Maslow, o ser humano vive para satisfazer suas necessidades, que ele classificou em uma pirâmide. O objetivo é chegar ao topo (auto-realização), quando o indivíduo atingiria a plenitude de sua vida, tendo todas as suas necessidades atendidas.
É a busca da satisfação dessas necessidades que motiva as pessoas a seguirem em frente, galgando os vários degraus da existência. Perece uma busca interminável, porque assim que uma necessidade é satisfeita, surge outra. Fica o desafio então, se chegarmos ao topo – auto-realização, alcançaremos a tão sonhada felicidade? E o que acontece depois? Paramos?
Podemos achar que a felicidade não é desse mundo, pois parece algo inatingível. Acredito que antes de atingirmos algo que parece transcendental, devemos praticar o autoconhecimento (“conhece a ti mesmo”- Sócrates). Na verdade, a vida não é um problema, é um desafio e somos nosso maior desafio. Não sabemos ainda por que estamos aqui e para que. Como então podemos desvendar os mistérios de tão intensa plenitude? Em vez de ficarmos achando que a felicidade se encontra em fatores externos, não deveríamos olhar para dentro de nós, acreditando que é lá que estão as respostas para nossas aflições, angústias e insatisfações? Como disse Thomas Hardy: “A felicidade não depende do que nos falta, mas do bom uso que fazemos do que temos.” E você, já encontrou sua felicidade?
quarta-feira, fevereiro 14, 2007
Carnaval: Uma História
Carnaval: uma história
por Carmen Amazonas
Carnaval é historicamente a festa mais profana já existente, com registros de até 3 mil anos. Suas raízes encontram-se na Grécia Antiga, no culto a Dionísio, o deus vindima, conhecido também como Baco, era um deus bastardo para os pagãos.
Conforme as plantações de parreiras se espalhavam pelas ilhas gregas, a região Arcádia, Dionísio era celebrado.
Em todas as festas no campo ele se fazia cada vez mais presente. Representavam-no como uma figura humana, só que de chifres, barbas e pés de bode, com um olhar embriagado.
A festa estendia-se durante três dias, havia uma grande bebedeira coletiva em meio à sexualidade desvairada.
Estudiosos dividem-se quanto à origem do termo Carnaval. Para alguns, a palavra vem de CARRUM NAVALIS, os carros navais que faziam a abertura das Dionisías Gregas nos séculos VII e VI a.C. Uma outra teoria é a de que a palavra Carnaval surgiu de Gregório I, o Grande, em 590 d.C. quando transferiu o início da Quaresma para quarta-feira, antes do sexto domingo que precede a Páscoa. Ao sétimo domingo, denominado de "qüinquagésima" deu o título de "dominica ad carne levandas", expressão que teria sucessivamente se abreviado para "carne levandas", "carne levale", "carne levamen", "carneval" e "carnaval", todas variantes de dialetos italianos (milanês, siciliano, calabres, etc..) e que significam ação de tirar , quer dizer: "tirar a carne" A terça-feira. (mardi-grass), seria legitimamente a noite do carnaval. Seria, em última análise, a permissão de se comer carne antes dos 40 dias de jejum da Quaresma.
O Carnaval no Brasil tem sua origem no entrudo português, onde jogavam uns nos outros, farinha, água, ovos. Acontecia num período anterior à quaresma, com sentido de liberdade.
O entrudo chegou ao Brasil por volta do século XVII, influenciado pelas festas carnavalescas da Europa. Na Itália e França, usava-se máscaras e fantasias, para se desfilar pelas ruas.
No Final do século XIX, apareceram os primeiros blocos carnavalescos, cordões e os famosos “corsos”. Os carros eram decorados para desfile pelas ruas, dando origem aos carros alegóricos tão usados nas escolas de samba.
No século XX, tornou-se mais popular com a ajuda das marchinhas. Em 1899, Chiquinha Gonzaga, compôs para o cordão Rosa de Ouro, a marcha “Abre-Alas”.
Conforme as plantações de parreiras se espalhavam pelas ilhas gregas, a região Arcádia, Dionísio era celebrado.
Em todas as festas no campo ele se fazia cada vez mais presente. Representavam-no como uma figura humana, só que de chifres, barbas e pés de bode, com um olhar embriagado.
A festa estendia-se durante três dias, havia uma grande bebedeira coletiva em meio à sexualidade desvairada.
Estudiosos dividem-se quanto à origem do termo Carnaval. Para alguns, a palavra vem de CARRUM NAVALIS, os carros navais que faziam a abertura das Dionisías Gregas nos séculos VII e VI a.C. Uma outra teoria é a de que a palavra Carnaval surgiu de Gregório I, o Grande, em 590 d.C. quando transferiu o início da Quaresma para quarta-feira, antes do sexto domingo que precede a Páscoa. Ao sétimo domingo, denominado de "qüinquagésima" deu o título de "dominica ad carne levandas", expressão que teria sucessivamente se abreviado para "carne levandas", "carne levale", "carne levamen", "carneval" e "carnaval", todas variantes de dialetos italianos (milanês, siciliano, calabres, etc..) e que significam ação de tirar , quer dizer: "tirar a carne" A terça-feira. (mardi-grass), seria legitimamente a noite do carnaval. Seria, em última análise, a permissão de se comer carne antes dos 40 dias de jejum da Quaresma.
O Carnaval no Brasil tem sua origem no entrudo português, onde jogavam uns nos outros, farinha, água, ovos. Acontecia num período anterior à quaresma, com sentido de liberdade.
O entrudo chegou ao Brasil por volta do século XVII, influenciado pelas festas carnavalescas da Europa. Na Itália e França, usava-se máscaras e fantasias, para se desfilar pelas ruas.
No Final do século XIX, apareceram os primeiros blocos carnavalescos, cordões e os famosos “corsos”. Os carros eram decorados para desfile pelas ruas, dando origem aos carros alegóricos tão usados nas escolas de samba.
No século XX, tornou-se mais popular com a ajuda das marchinhas. Em 1899, Chiquinha Gonzaga, compôs para o cordão Rosa de Ouro, a marcha “Abre-Alas”.
Chiquinha Gonzaga - Abre Alas Chiquinha Gonzaga
Ó abre alas que eu quero passar
Ó abre alas que eu quero passar
Eu sou da lira não posso negar
Eu sou da lira não posso negar
Ó abre alas que eu quero passar
Ó abre alas que eu quero passar
Rosa de ouro é que vai ganhar
Rosa de ouro é que vai ganhar
Ó abre alas que eu quero passar
Eu sou da lira não posso negar
Eu sou da lira não posso negar
Ó abre alas que eu quero passar
Ó abre alas que eu quero passar
Rosa de ouro é que vai ganhar
Rosa de ouro é que vai ganhar
Nos anos 20, os ranchos eram a maior atração do carnaval de rua, composto pela classe média, devido ao custo da fantasia; já a população mais pobre saía nos cordões e blocos, formada por negros vindos da Bahia, ao som das batucadas ( ritmo de origem africana).
O Bloco de Sujo saía durante o dia, e como seus integrantes iam direto do trabalho para o bloco sem tomar banho, usando lençóis e máscaras que pareciam caveiras(clóvis). Havia o cordão dos velhos-foliões com máscaras de rosto de idosos, que vinham na frente puxando os blocos, o que deu origem às comissões de frente.
O Bloco das Piranhas surgiu da troca de roupas entre homens e mulheres para se fantasiarem. Pratos, frigideiras, facas e ritos de candomblé compunham a batucada.
Em 1928 surge a primeira escola de samba no Rio de Janeiro, a “Deixa Falar”. Anos mais tarde transformando-se na escola de samba Estácio de Sá. No Nordeste do Brasil, em Recife e Olinda, é o frevo e o maracatu que dão ritmo ao carnaval. Em Salvador os trios elétricos, cantores e grupos típicos da região embalam os foliões. São destaques os blocos negros como o Olodum e o Ileyaê.
Boa folia aos que vão para o samba e um ótimo descanso aos que preferem um bom livro ou um filme. Atenção nas estradas aos viajantes. Divertir-se sim, mas com segurança e responsabilidade. Esteja onde estiver, muito Axé!!!
Rei Momo – deus pagão menor que presidia os festejos carnavalescos em Roma.
Tia Ciata – a mais famosa das “tias baianas” vindas para o Rio de Janeiro. Era na casa dessas “tias” que compositores e malandros reuniam-se em saraus musicais regados de muita bebida e tira-gosto. Assim desenvolveu-se o samba carioca.
Samba do crioulo doido - uma alusão às gafes nas letras de samba e nas composições, que em geral, eram feitas por negros e a maioria, analfabetos.
Surdo – de autoria de Bidê, o “surdo de marcação” foi criado aproveitando um latão de manteiga de 20kg, abrindo os dois lados e forrando com o saco de papel de cimento, levemente aquecido e úmido, preso com arame grosso.
Fonte: www.suapesquisa.com / www.terra.com.br / www.wikipédia.org /www.vagalume.uol.com.br
O Bloco de Sujo saía durante o dia, e como seus integrantes iam direto do trabalho para o bloco sem tomar banho, usando lençóis e máscaras que pareciam caveiras(clóvis). Havia o cordão dos velhos-foliões com máscaras de rosto de idosos, que vinham na frente puxando os blocos, o que deu origem às comissões de frente.
O Bloco das Piranhas surgiu da troca de roupas entre homens e mulheres para se fantasiarem. Pratos, frigideiras, facas e ritos de candomblé compunham a batucada.
Em 1928 surge a primeira escola de samba no Rio de Janeiro, a “Deixa Falar”. Anos mais tarde transformando-se na escola de samba Estácio de Sá. No Nordeste do Brasil, em Recife e Olinda, é o frevo e o maracatu que dão ritmo ao carnaval. Em Salvador os trios elétricos, cantores e grupos típicos da região embalam os foliões. São destaques os blocos negros como o Olodum e o Ileyaê.
Boa folia aos que vão para o samba e um ótimo descanso aos que preferem um bom livro ou um filme. Atenção nas estradas aos viajantes. Divertir-se sim, mas com segurança e responsabilidade. Esteja onde estiver, muito Axé!!!
Rei Momo – deus pagão menor que presidia os festejos carnavalescos em Roma.
Tia Ciata – a mais famosa das “tias baianas” vindas para o Rio de Janeiro. Era na casa dessas “tias” que compositores e malandros reuniam-se em saraus musicais regados de muita bebida e tira-gosto. Assim desenvolveu-se o samba carioca.
Samba do crioulo doido - uma alusão às gafes nas letras de samba e nas composições, que em geral, eram feitas por negros e a maioria, analfabetos.
Surdo – de autoria de Bidê, o “surdo de marcação” foi criado aproveitando um latão de manteiga de 20kg, abrindo os dois lados e forrando com o saco de papel de cimento, levemente aquecido e úmido, preso com arame grosso.
Fonte: www.suapesquisa.com / www.terra.com.br / www.wikipédia.org /www.vagalume.uol.com.br
segunda-feira, fevereiro 12, 2007
CONFLITO DA VERDADE
Por: Denise Fonseca
Tenho percebido há algum tempo, desde que faço parte dessa sociedade formada no planeta Terra, principalmente nos grupos mais próximos, como trabalho, família e amigos, que as pessoas se revoltam porque não conseguem mudar uma situação que gostariam fosse de outra maneira, porque segundo suas convicções, acham que é a correta. Mas nem tudo que convém a um, convém ao outro. Isso parece tão óbvio, porém, gostaria de penetrar mais nas profundezas dessa problemática, buscando um entendimento de alguns conflitos que tanto passamos. Ninguém gosta de ser tolhido, e muitas vezes somos obrigados a não sermos tão verdadeiros a fim de sobrevivermos. Isso é uma agressão ao nosso eu. O que seria de nós se fôssemos totalmente sinceros e despejássemos nossos mais íntimos pensamentos? Sobreviveríamos nesse mundo ou seríamos internados como loucos?
Nessa vida estamos sempre representando. Em casa somos filhos(as); esposos(as); pais; irmãos(ãs); cunhados(as) e outros. No trabalho somos empregados ou patrões. Em qualquer momento de nossas vidas temos de ser um. E talvez por isso vivamos sempre em conflito conosco mesmos e com o mundo, porque estamos em busca do nosso eu, que perdemos em alguma esquina de nossas vidas, de tanto que representamos. Creio que é dessa busca incessante que vem o conflito interior e o fato de não nos ajustarmos acaba causando o conflito com o mundo em que vivemos.
Acho que a busca de felicidade também está ligada ao fato de nos mantermos oprimidos na sociedade, escondendo nossos sentimentos, toda a verdade que habita nossa alma. A verdade, nem sempre é compreendida e por isso machuca e dói. Nem todos estamos preparados para ouvi-la e aceitá-la. Pode ser o orgulho que nos contamina, esse defeito que não nos deixa aceitar e enxergar a verdade. Dizer o que vai contra a cultura formada por determinada sociedade pode nos trazer sérias complicações, como ser tachado de louco, até mesmo porque atribuir essa não aceitação à loucura não deixa de ser uma desculpa para quem não tem argumentos. Por outro lado, até que ponto a verdade pode nos prejudicar? O que achamos ser verdade para nós, pode não ser verdade para os outros. Não questionar isso seria prepotência; assim como pode parecer prepotência ser demasiado sincero. Outro fato é que, se fôssemos todos totalmente honestos, sinceros e verdadeiros, o mundo não seria previsível demais? Afinal, já foi provado que o povo gosta da mentira, não vive sem ela, uma prova é que os políticos demagogos continuam sendo reeleitos.
Para terminar, afirmo que este artigo é somente um desabafo de meus pensamentos, não sou dona da verdade, quero somente meu eu de volta, para poder ser eu mesma em todos os setores e momentos de minha vida, sem machucar e sem ser considerada louca. E vocês?
Nessa vida estamos sempre representando. Em casa somos filhos(as); esposos(as); pais; irmãos(ãs); cunhados(as) e outros. No trabalho somos empregados ou patrões. Em qualquer momento de nossas vidas temos de ser um. E talvez por isso vivamos sempre em conflito conosco mesmos e com o mundo, porque estamos em busca do nosso eu, que perdemos em alguma esquina de nossas vidas, de tanto que representamos. Creio que é dessa busca incessante que vem o conflito interior e o fato de não nos ajustarmos acaba causando o conflito com o mundo em que vivemos.
Acho que a busca de felicidade também está ligada ao fato de nos mantermos oprimidos na sociedade, escondendo nossos sentimentos, toda a verdade que habita nossa alma. A verdade, nem sempre é compreendida e por isso machuca e dói. Nem todos estamos preparados para ouvi-la e aceitá-la. Pode ser o orgulho que nos contamina, esse defeito que não nos deixa aceitar e enxergar a verdade. Dizer o que vai contra a cultura formada por determinada sociedade pode nos trazer sérias complicações, como ser tachado de louco, até mesmo porque atribuir essa não aceitação à loucura não deixa de ser uma desculpa para quem não tem argumentos. Por outro lado, até que ponto a verdade pode nos prejudicar? O que achamos ser verdade para nós, pode não ser verdade para os outros. Não questionar isso seria prepotência; assim como pode parecer prepotência ser demasiado sincero. Outro fato é que, se fôssemos todos totalmente honestos, sinceros e verdadeiros, o mundo não seria previsível demais? Afinal, já foi provado que o povo gosta da mentira, não vive sem ela, uma prova é que os políticos demagogos continuam sendo reeleitos.
Para terminar, afirmo que este artigo é somente um desabafo de meus pensamentos, não sou dona da verdade, quero somente meu eu de volta, para poder ser eu mesma em todos os setores e momentos de minha vida, sem machucar e sem ser considerada louca. E vocês?
"O homem é bom, o que o corrompe é a sociedade" (Russeau)
segunda-feira, janeiro 29, 2007
Tom Jobim
Garota de Ipanema
Tom Jobim
Olha que coisa mais linda,
Mais cheia de graça,
É ela menina,
que vem e que passa,
Num doce balanço,
a caminho do mar.
Moça do corpo dourado,
Do sol de Ipanema,
O seu balançado é mais que um poema,
É a coisa mais linda que já vi passar.
Ah! Como estou tão sozinho.
Ah! Como tudo é tão triste.
Ah! A beleza que existe,
A beleza que não é só minha
E também passa sozinha.
Ah! Se ela soubesse que quando ela passa
O mundo interinho se enche de graça
E fica mais lindo por causa do amor.
Só por causa do amor...
Tom Jobim
Olha que coisa mais linda,
Mais cheia de graça,
É ela menina,
que vem e que passa,
Num doce balanço,
a caminho do mar.
Moça do corpo dourado,
Do sol de Ipanema,
O seu balançado é mais que um poema,
É a coisa mais linda que já vi passar.
Ah! Como estou tão sozinho.
Ah! Como tudo é tão triste.
Ah! A beleza que existe,
A beleza que não é só minha
E também passa sozinha.
Ah! Se ela soubesse que quando ela passa
O mundo interinho se enche de graça
E fica mais lindo por causa do amor.
Só por causa do amor...
EGITO FASCINANTE
POR: Denise Fonseca
O Egito é o 2º maior país da África. Em 3000 anos o Egito foi governado por 30 dinastias. Essas famílias se mantinham no poder através de casamentos de mãe e filho, irmãos e irmãs, tios e sobrinhas etc. De um fato todos sabemos, sem a existência do rio Nilo e o fenômeno das cheias das chuvas todos os anos, o Egito seria hoje apenas a parte oriental do Saara, provavelmente desabitada. Enquanto o Nilo, o 3º rio maior do planeta, com cerca de 6500 km de comprimento é considerado o solitário deus da fertilidade pelos egípcios, são as monumentais pirâmides que atraem multidões até hoje, devido ao misticismo que as envolvem.
As pirâmides foram construídas com o propósito de servirem de túmulos para os faraós. Como os faraós eram enterrados com grande riqueza, as pirâmides passaram a ser alvo de ladrões e a idéia megalomaníaca de suas construções foi abandonada. Os egípcios acreditavam que a vida continuava após a morte e que o espírito continuava vivendo. Por isso, era necessário conservar o corpo. Assim, desenvolveram o costume de mumificar seus cadáveres. Junto a eles se colocava nas tumbas, vestidos, alimentos, móveis, pinturas, além de jóias e objetos valiosíssimos.
A Grande Pirâmide, o túmulo do faraó Quéops, com 140 m de altura, construída com 2,3 milhões de blocos de pedra é a mais velha das sete maravilhas do mundo. O Egito era um país politeísta, adorava a vários deuses, alguns em formas de animais e outros zoomórficos, com forma de humanos e animais. Akhenaton, que reinou por 17 anos entre 1379 e 1362 a. C. fundou uma nova religião monoteísta, em que deveriam adorar ao deus Aton. Depois de sua morte, seu filho Tutankamon, reimplantou o politeísmo, manipulado pelos sacerdotes.
Quem construiu as pirâmides? Provavelmente mentes brilhantes e corpos fortes. Naquela época já existiam astrônomos e arquitetos. Os trabalhadores braçais, aos montes, faziam o trabalho pesado. As principais pirâmides são: Quéops, Quéfren e Miquerinos.
Ramsés II- foi o maior dos faraós. Era acompanhado de seu leão de estimação. Governou por cerca de 66 anos no séc. 13 a C. Teve 90 filhos com várias esposas, dentre irmã e filhas. Matou inimigos e venceu batalhas por conta própria.
Tutankhamon – assumiu o trono com 10 anos e uma década depois morreu de forma misteriosa. Sua tumba foi descoberta em 1922 e ainda envolve mistérios. Um deles é que na ocasião da descoberta de sua cripta, encontraram uma trilha de tesouro deixada por ladrões, que parece, fugiram quando estavam saqueando sua tumba no Vale dos Reis. Não se descobriu o por quê...
Deuses egípcios: Amon-Ra – deus solar; Osíris – deus do bem; Ísis – deusa mãe; Horus – deus do sol nascente; Set – deus do mal; Thot – deus da sabedoria; Anúbis – deus da embalsamação, guardavam as tumbas; Bastet – deusa-gata; Nut – deusa do firmamento divino.
Fontes: National Geographic- Tesouros do Egito –Ed especial ; A Magia do Egito – Nilo, dádiva dos deuses, Ed. Escala.
O Egito é o 2º maior país da África. Em 3000 anos o Egito foi governado por 30 dinastias. Essas famílias se mantinham no poder através de casamentos de mãe e filho, irmãos e irmãs, tios e sobrinhas etc. De um fato todos sabemos, sem a existência do rio Nilo e o fenômeno das cheias das chuvas todos os anos, o Egito seria hoje apenas a parte oriental do Saara, provavelmente desabitada. Enquanto o Nilo, o 3º rio maior do planeta, com cerca de 6500 km de comprimento é considerado o solitário deus da fertilidade pelos egípcios, são as monumentais pirâmides que atraem multidões até hoje, devido ao misticismo que as envolvem.
As pirâmides foram construídas com o propósito de servirem de túmulos para os faraós. Como os faraós eram enterrados com grande riqueza, as pirâmides passaram a ser alvo de ladrões e a idéia megalomaníaca de suas construções foi abandonada. Os egípcios acreditavam que a vida continuava após a morte e que o espírito continuava vivendo. Por isso, era necessário conservar o corpo. Assim, desenvolveram o costume de mumificar seus cadáveres. Junto a eles se colocava nas tumbas, vestidos, alimentos, móveis, pinturas, além de jóias e objetos valiosíssimos.
A Grande Pirâmide, o túmulo do faraó Quéops, com 140 m de altura, construída com 2,3 milhões de blocos de pedra é a mais velha das sete maravilhas do mundo. O Egito era um país politeísta, adorava a vários deuses, alguns em formas de animais e outros zoomórficos, com forma de humanos e animais. Akhenaton, que reinou por 17 anos entre 1379 e 1362 a. C. fundou uma nova religião monoteísta, em que deveriam adorar ao deus Aton. Depois de sua morte, seu filho Tutankamon, reimplantou o politeísmo, manipulado pelos sacerdotes.
Quem construiu as pirâmides? Provavelmente mentes brilhantes e corpos fortes. Naquela época já existiam astrônomos e arquitetos. Os trabalhadores braçais, aos montes, faziam o trabalho pesado. As principais pirâmides são: Quéops, Quéfren e Miquerinos.
Ramsés II- foi o maior dos faraós. Era acompanhado de seu leão de estimação. Governou por cerca de 66 anos no séc. 13 a C. Teve 90 filhos com várias esposas, dentre irmã e filhas. Matou inimigos e venceu batalhas por conta própria.
Tutankhamon – assumiu o trono com 10 anos e uma década depois morreu de forma misteriosa. Sua tumba foi descoberta em 1922 e ainda envolve mistérios. Um deles é que na ocasião da descoberta de sua cripta, encontraram uma trilha de tesouro deixada por ladrões, que parece, fugiram quando estavam saqueando sua tumba no Vale dos Reis. Não se descobriu o por quê...
Deuses egípcios: Amon-Ra – deus solar; Osíris – deus do bem; Ísis – deusa mãe; Horus – deus do sol nascente; Set – deus do mal; Thot – deus da sabedoria; Anúbis – deus da embalsamação, guardavam as tumbas; Bastet – deusa-gata; Nut – deusa do firmamento divino.
Fontes: National Geographic- Tesouros do Egito –Ed especial ; A Magia do Egito – Nilo, dádiva dos deuses, Ed. Escala.
120 ANOS DE MANUEL BANDEIRA

POR: Carmen Amazonas
Arte de amar
Arte de amar
Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.Só em Deus — ou fora do mundo.
As almas são incomunicáveis.
Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.
Porque os corpos se entendem, mas as almas não.
Manuel Carneiro de Souza Bandeira, o mais lírico dos poetas. Nasceu em 19 de Abril de 1886, em Recife, Pernambuco. Prosador, importante cronista, crítico e historiador da literatura e da música. Dentuço de natureza, a mãe lhe ensinou a sorrir muito, pois gente dentuça quando séria fica antipática. Deixou mais de 350 poemas, dezenas de crônicas, antologias, traduções, biografias e letras de música.
1896 – Muda-se novamente para o Rio de Janeiro, onde cursou o externato do Ginásio Nacional (atual Colégio Pedro II). Teve entre outros professores João Ribeiro.
1903 – Em São Paulo começa a trabalhar nos escritórios da Estrada de Ferro Sorocabana, da qual seu pai era funcionário.
1904 – Descobre que é Tuberculoso, abandona as atividades e volta para o Rio. Passa por diversas cidades em busca de um melhor clima para sua saúde.
1910 – Participa de um concurso de poesias da Academia Brasileira de Letras. Em Charles de Guérin encontra as rimas toantes que usaria em Carnaval.
1912 – Escreve seus primeiros versos livres, sob a influência de Apollinaire, Charles Cros e Mac Fionna Lead.
1913 – Embarca para a Suíça com intuito de tratar-se no sanatório de Clavavel, reaprende o alemão.
1914 – Volta ao Brasil
1916 – Morre sua mãe, Francelina.
1917 – Pública seu primeiro livro: A Cinza das horas, edição de 200 exemplares, custeado pelo autor. João Ribeiro escreve um artigo elogiando o livro. Devido ao emprego de um hiato num verso do poeta Mário Mendes Campos, desenvolve sua crítica, junto a Machado Sobrinho, no Correio de Minas.
1925 – Escreve critica musical para a revista A Idéia Ilustrada. Ganha primeiro dinheiro com literatura, 50 mil réis, colaborando para o suplemento cultural do jornal A Noite.
1935 – Nomeado inspetor do ensino secundário pelo Ministro Gustavo Campanema.
1937 – Recebe Prêmio da Sociedade Felipe de Oliveira, no valor de 5 mil cruzeiros, seu primeiro lucro material com poemas.
1938 – É nomeado professor de literatura do Colégio Pedro II, no rio.
1940 – É eleito membro da Academia Brasileira de Letras; ocupa a cadeira 24.
1943 – Nomeado professor de literatura hispano-americana da Faculdade Nacional de Filosofia.
1944 – Publica Obras Poéticas de Gonçalves Dias, edição crítica e comentada.
1948 – Lança a primeira edição de Matuá do Malungo, impresso em Barcelona por João Cabral de Mello Neto.
1949 – Traduz, O Auto Sacramental do Divino Narciso de Sóror Juana Inês de la Cruz.
1951 – Publica Biografia de Gonçalves Dias
1968 – Morre em 13 de Outubro, no Hospital Samaritano, em Botafogo, Rio de Janeiro
Vou-me Embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou felizLá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive...
...E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.
Texto extraído do livro "Bandeira a Vida Inteira", Editora Alumbramento – Rio de Janeiro, 1986, pág. 90Manuel Bandeira: sua vida e sua obra estão em "Biografias".
Fonte de pesquisa: Revista Bravo, Edição: 113
segunda-feira, janeiro 15, 2007
PALAVRAS

Esta poesia ficou entre as 60 no concurso literário da Editora Litteris
por: Denise Fonseca
Quando perdi meu grande amorVieram me dizer algumas palavras,
Que revolveram meu orgulho
E amaciaram minha dor.
Da minha boca, nenhuma palavra.
Estavam fragmentadas em meu coração
Despedaçado na desilusão e amargor.
Quando deixei de amar alguém
Ouvi dele as palavras:
Juras de amor e abandono,
De desamparo e aflição.
Da minha boca só uma palavra,
A da compaixão, mas, da resolução:
Eu não mais te amo!
Quando encontrei meus amigos
Havia tantas palavras a trocar.
Afeto, carinho, amizade,
Novidades e triviais também.
E nas nossas bocas se emaranhavam
E saltitavam livres e eufóricas, muitas palavras.
Quando vi uma flor desabrochar
Palavras se desenharam em minha mente.
Da minha boca só um: oh!
Pois elas ficaram inibidas
Diante da beleza singular.
Quando meu pai morreu
Vieram me dizer algumas palavras:
Condolências, afago, não sei o que.
Vazias para ouvir e penosas para dizer.
Da minha boca, nenhuma palavra.
Elas rolavam dos meus olhos,
Diluídas no egoísmo da dor.
Quando falei com Deus,
Da minha boca, nenhuma palavra.
Não ouvi nenhuma palavra.
Deus ouve os pensamentos
E fala através da nossa consciência
Com emanações de conforto à alma.
Quando vi uma criança chorar,
E o velho abandonado,
O doente no hospital
E o descrente pelas ruas,
Da minha boca vieram palavras
De clamor em verso, prosa e canto,
Para não perderem a coragem e a fé.
Quando me perguntaram o que são palavras,
Da minha boca saíram palavras:
É o encantamento e o milagre.
A força que derruba barreiras e transforma.
Ditas no momento certo é luz que transcende.
No momento indevido é faca no coração.
O vento as leva, mas seu espírito vagueia.
Enaltecem a alma.
Iluminam o caminho.
É elo entre nós humanos.
As palavras são tudo.
domingo, dezembro 10, 2006
FLOQUINHO DE ALGODÃO

Por: Denise Fonseca
Perdi o olhar no floquinho branco de algodão
Então deu-me vontade imensa de chorar
Sempre mais pela dor do que autocompaixão
porque sei quanto é tão difícil esse amar.
Com esse amor etéreo para engrandecer
És hiato em carinho e em doar atenção
E eu sou só indiferença, te faço sofrer
Por que sou assim tão árida e isenta de afeição?
Procuro essa minh' alma perdida e fluir
numa grande ventura e de paixão viver
Para também fazer quem me ama então sorrir
E assim continuar o amor a receber.
E foco novamente meu amável floquinho
Toco-o sentindo não poder desanimar
É apenas um pedaço a mais do seu carinho
Só um pouco do que pode dar e me abrandar.
domingo, outubro 29, 2006
O MITO DAS BRUXAS
foto:www.cranik.comPor: Denise Fonseca
O cristianismo foi declarado religião oficial do Império Romano (logo eles que trucidaram cristãos nas arenas), por motivos meramente políticos. Porém, ele não atingiu todas as classes da população, apenas àqueles que vivam na parte urbana. Os que viviam nos campos, longe das zonas de comércio e ensino, eram maioria, e permaneceram fiéis aos seus antigos deuses, o Deus de chifres e a Deusa-mãe, e por isso receberam o nome de pagãos. Pagão significa “morador do campo”. O poder de manipulação, domínio e intriga dos poderosos do cristianismo estavam crescendo a cada século e uma de suas estratégias para destruir com as festividades pagãs, foi incorporá-las às suas comemorações religiosas, como: o festival de solstício de inverno que comemorava o nascimento do Deus-Sol, passou a ser o Natal; o festival de Samhaim, comemoração aos mortos, passou a se o Dia de Todos os Santos, ou Finados. Apossaram-se também de locais sagrados da Antiga Religião e levantaram igrejas cristãs; os Deuses foram transformados em santos. O culto Á Virgem Maria veio da importância da Deusa-mãe. Alguns pagãos se renderam à nova religião, outros se mantiveram fiéis à Antiga Religião. Com o tempo, o que restou da religião se misturou à magia popular e práticas do xamanismo dos povos bárbaros, que consistia em feitiços feitos com uso de ervas, bonecos, com intuito de curar, atrair boa sorte, amores e até para fins nada nobres.
Para acabar totalmente com o paganismo, os cristãos, liderados pelos poderosos papas e padres, atribuíram aos deuses pagãos a personificação do mal. Os deuses agropastoris Pã e Silene, dotados de chifres e cascos de bode, foram denominados como satã, visto que os cristãos ainda não tinham uma forma para dar ao antagonista do Deus cristão.
Para acabar de uma vez por todas com os que se opunham à igreja, formou-se o tribunal da santa inquisição, num tempo chamado de Era das Fogueiras. As primeiras vítimas foram os gnósticos, os cátaros e os templários. Como ainda existiam cultos aos deuses antigos, aproveitaram para, através de acusações de canibalismo e outras, levarem os pagãos, que chamaram de bruxos, às fogueiras, não antes de torturá-los das formas mais brutais possíveis. Além de pagãos, também foram caçados os doentes mentais, homossexuais, pessoas invejadas pelos poderosos, mulheres velhas e solitárias. As mulheres eram despidas e tinham o corpo revistado várias vezes em busca de uma suposta “marca do diabo”. Eram açoitadas, marcadas a ferro, violentadas, e por fim, condenadas como bruxas, eram queimadas vivas. Também passavam pela prova da água, em que os inocentes boiariam, então muitos também morriam afogados. Anciãs que moravam com gatos também eram declaradas feiticeiras, daí a ligação dos gatos com as bruxas.
Em relação às mulheres, que foram as maiores vítimas da inquisição, nota-se que essa perseguição também foi mais uma forma de discriminação e preconceito pelo sexo feminino. E, mais estranho, isso tudo veio de uma religião que se dizia “de amor”. Até mesmo os protestantes não perdoaram. Por causa disso, os ditos pagãos passaram a viver na clandestinidade e ainda hoje acredita-se nas bruxas da Branca de Neve, João e Maria. Não serão apenas caricaturas impostas pela discriminação e intolerância dos poderosos que moldaram à moda deles uma religião que deveria ser de amor?
Na verdade, a bruxaria consiste em extrair da natureza tudo o que precisamos para ser felizes. As bruxas são simplesmente mulheres conscientes do seu poder e detentoras de segredos mágicos capazes de ajuda-las a transformar a realidade segundo seus desejos. Você que é mulher, se identificou?
Fonte: Revista História Viva nº 35 Ano III / www.casadobruxo.com.br
Para acabar totalmente com o paganismo, os cristãos, liderados pelos poderosos papas e padres, atribuíram aos deuses pagãos a personificação do mal. Os deuses agropastoris Pã e Silene, dotados de chifres e cascos de bode, foram denominados como satã, visto que os cristãos ainda não tinham uma forma para dar ao antagonista do Deus cristão.
Para acabar de uma vez por todas com os que se opunham à igreja, formou-se o tribunal da santa inquisição, num tempo chamado de Era das Fogueiras. As primeiras vítimas foram os gnósticos, os cátaros e os templários. Como ainda existiam cultos aos deuses antigos, aproveitaram para, através de acusações de canibalismo e outras, levarem os pagãos, que chamaram de bruxos, às fogueiras, não antes de torturá-los das formas mais brutais possíveis. Além de pagãos, também foram caçados os doentes mentais, homossexuais, pessoas invejadas pelos poderosos, mulheres velhas e solitárias. As mulheres eram despidas e tinham o corpo revistado várias vezes em busca de uma suposta “marca do diabo”. Eram açoitadas, marcadas a ferro, violentadas, e por fim, condenadas como bruxas, eram queimadas vivas. Também passavam pela prova da água, em que os inocentes boiariam, então muitos também morriam afogados. Anciãs que moravam com gatos também eram declaradas feiticeiras, daí a ligação dos gatos com as bruxas.
Em relação às mulheres, que foram as maiores vítimas da inquisição, nota-se que essa perseguição também foi mais uma forma de discriminação e preconceito pelo sexo feminino. E, mais estranho, isso tudo veio de uma religião que se dizia “de amor”. Até mesmo os protestantes não perdoaram. Por causa disso, os ditos pagãos passaram a viver na clandestinidade e ainda hoje acredita-se nas bruxas da Branca de Neve, João e Maria. Não serão apenas caricaturas impostas pela discriminação e intolerância dos poderosos que moldaram à moda deles uma religião que deveria ser de amor?
Na verdade, a bruxaria consiste em extrair da natureza tudo o que precisamos para ser felizes. As bruxas são simplesmente mulheres conscientes do seu poder e detentoras de segredos mágicos capazes de ajuda-las a transformar a realidade segundo seus desejos. Você que é mulher, se identificou?
Fonte: Revista História Viva nº 35 Ano III / www.casadobruxo.com.br
sábado, outubro 28, 2006
PORTAL DA IMAGINAÇÃO

( 29 de Outubro Dia Nacional do Livro)
(Carmen Amazonas)
O Livro é um instrumento intelectual que se adapta às emoções, expectativas e necessidades de conhecimento e entretenimento.
Todos têm um papel fundamental no desenvolvimento de um livro: o autor que o compõe deixando ali registrados seus anseios, sonhos, frustrações e informações, sua experiência e o leitor que aprecia e é um crítico natural. O bibliotecário, tão carinhoso e cauteloso ao coletar, organizar e indexar as coleções de livros.
Os primeiros escritos eram feitos em tabuletas de argila ou pedra, depois veio o Volumen, um cilindro de papiro que era desenrolado conforme ia sendo lido, dos quais os escritos eram feitos em colunas.
Muitas vezes um cilindro poderia comportar diversas obras, chamando-se assim de tomo, que podia ter de 6 a 7 metros e quando enrolado chegar a 6 cm.
O papiro é parte de uma planta, que era liberada, livrada(latim libere, livre) do restante da planta, originando a palavra líber libri, em latim, tornando-se em português LIVRO. No século a.C. foram encontrados os mais recentes papiros.
Aos poucos foi substituído pelo pergaminho, feito de couro bovino ou de outros animais. O Volumen, também foi trocado pelo formato códex, que era uma junção de páginas, não mais em rolo, sendo então costurado.
Na Idade Média, era considerado objeto de salvação. - Monges copistas: Reproduziam obras em tempo integral. - A escrita se aperfeiçoa surgindo pontuação, letras maiúsculas, índice, gênero, além de outras como a didática. O papel substitui o pergaminho. Surge a impressão no século XIV. Gravação de blocos de madeira de cada página, mergulhando em tinta, transferindo o conteúdo o papel. Surge a máquina impressora.
Na Idade Moderna, em 1455, Johannes Gutenberg cria uma nova técnica de impressão dando início com a Bíblia em latim. Acontece a popularização dos livros. Surge os novos Gêneros: romance, novela, almanaques.
Idade Contemporânea surge as Enciclopédias.
No Século XX surge o Livro Eletrônico; disponíveis através de computadores.
Os Mais Vendidos: 1º - Bíblia e 2º - Guiness Word Book of Records
Ensaios, memórias, romance, novelas, poesia, teatro, biografia, história em quadrinhos, anúncios, bibliografias, dicionários, manual, enciclopédia, guia turístico, didático, relatório. Seja qual for o gênero, o livro faz parte de nossa história, é a própria história viva nos convidando a uma viagem.
Páginas de uma vida
No mundo da imaginação, somos capazes de mergulhar no infinito de um livro onde ganhamos asas a cada página. Vivemos e nos confrontamos com personagens, histórias e conhecimentos. Sem ele seríamos esquecidos, nos faltaria a raiz de toda uma existência. O passado constitui as páginas do presente onde descobrimos o futuro.
Fonte: www.pt.wikipédia
quinta-feira, outubro 26, 2006
A VINGANÇA DE GAIA
Por: Denise Fonseca
De acordo com o cientista inglês James Lovelock, em entrevista à Revista Veja de 26/10/06, o aquecimento global já passou do ponto sem volta e a situação se tornará insuportável por volta de 2040 (menos da metade do século!). Segundo ele, os países tropicais serão impróprios para a vida. Somente os países localizados nos pólos terão chance, como: Cordilheira dos Andes (mais perto do Brasil), Canadá, Sibéria, Japão, Noruega e Suécia. Já que é assim, só nos resta...orar! Por isso publicarei meu poema sobre a Terra, que ganhou menção honrosa como 14º lugar no 4º Prêmio Artez Literário em SP.
SUA MÃE TERRA
Eu sou Terra.
Meu azul é da imensidão do mar,
Meus companheiros são o sol e a lua.
Meus vizinhos Marte e Vênus,
e pertencemos ao Sistema Solar.
Há milhões de anos atrás,
evolução, cataclismos e explosões.
Das minhas entranhas férteis e audazes
brotaram os primeiros seres vivos
da lava, plasma, fluídos aos milhões.
Partículas cósmicas, tudo se misturaram.
Sou mãe e assim parecendo grávida,
Plantas, rochas, animais se revelaram
através dos átomos, moléculas, seres unicelulares.
Rústica, selvagem, hostil, tão ávida.
E depois de tantas transformações vibrantes,
montanhas, mares e rochas espetaculares,
ressurjo das intempéries, bela e triunfante.
Luz, água, fogo, ar, vida!
Sou Gaia!
Também assim conhecida.
Florestas encheram-me de rara beleza,
Homens puderam então viver.
Generosa, servi-os com total presteza
para poderem em meu colo evoluir.
E como filhos que anseiam crescer,
são filhos ingratos e agora me fazem ruir.
Sugaram em meu seio e me usaram.
Hoje me queimam, secam minhas águas.
Derrubam minhas florestas, me violentam.
Destroem minha energia e me mascaram.
Grito socorro!
Mas não me ouvem,
Como todo filho teimoso...
Para onde corro?
Onde estão minhas palmeiras
e os meus sabiás?
Meu azul está desbotando,
transformando-se em marrom de deserto.
Quem poderá me salvar?
Minhas defesas estão se descontrolando.
Mando avisos para alertar:
Tsunamis, erupções, furacões,
chuvas arrasadoras, enchentes,
seca e calor causticante.
Mas nenhum desses sinais é o bastante.
Amanhã, serão meus filhos chorando,
E eu, como mãe anciã e debilitada,
No leito em estado terminal,
derramarei lágrimas perdidas de sangue,
E não poderei fazer mais nada!
Será nada mais que o meu, o seu final.
Sou Terra.
Sou Gaia.
Sou sua mãe!

De acordo com o cientista inglês James Lovelock, em entrevista à Revista Veja de 26/10/06, o aquecimento global já passou do ponto sem volta e a situação se tornará insuportável por volta de 2040 (menos da metade do século!). Segundo ele, os países tropicais serão impróprios para a vida. Somente os países localizados nos pólos terão chance, como: Cordilheira dos Andes (mais perto do Brasil), Canadá, Sibéria, Japão, Noruega e Suécia. Já que é assim, só nos resta...orar! Por isso publicarei meu poema sobre a Terra, que ganhou menção honrosa como 14º lugar no 4º Prêmio Artez Literário em SP.
SUA MÃE TERRA
Eu sou Terra.
Meu azul é da imensidão do mar,
Meus companheiros são o sol e a lua.
Meus vizinhos Marte e Vênus,
e pertencemos ao Sistema Solar.
Há milhões de anos atrás,
evolução, cataclismos e explosões.
Das minhas entranhas férteis e audazes
brotaram os primeiros seres vivos
da lava, plasma, fluídos aos milhões.
Partículas cósmicas, tudo se misturaram.
Sou mãe e assim parecendo grávida,
Plantas, rochas, animais se revelaram
através dos átomos, moléculas, seres unicelulares.
Rústica, selvagem, hostil, tão ávida.
E depois de tantas transformações vibrantes,
montanhas, mares e rochas espetaculares,
ressurjo das intempéries, bela e triunfante.
Luz, água, fogo, ar, vida!
Sou Gaia!
Também assim conhecida.
Florestas encheram-me de rara beleza,
Homens puderam então viver.
Generosa, servi-os com total presteza
para poderem em meu colo evoluir.
E como filhos que anseiam crescer,
são filhos ingratos e agora me fazem ruir.
Sugaram em meu seio e me usaram.
Hoje me queimam, secam minhas águas.
Derrubam minhas florestas, me violentam.
Destroem minha energia e me mascaram.
Grito socorro!
Mas não me ouvem,
Como todo filho teimoso...
Para onde corro?
Onde estão minhas palmeiras
e os meus sabiás?
Meu azul está desbotando,
transformando-se em marrom de deserto.
Quem poderá me salvar?
Minhas defesas estão se descontrolando.
Mando avisos para alertar:
Tsunamis, erupções, furacões,
chuvas arrasadoras, enchentes,
seca e calor causticante.
Mas nenhum desses sinais é o bastante.
Amanhã, serão meus filhos chorando,
E eu, como mãe anciã e debilitada,
No leito em estado terminal,
derramarei lágrimas perdidas de sangue,
E não poderei fazer mais nada!
Será nada mais que o meu, o seu final.
Sou Terra.
Sou Gaia.
Sou sua mãe!
quarta-feira, outubro 18, 2006
HOMENAGEM AO PINTOR= 18/10/06


Em homenagem ao dia do pintor, àquele que só queria pintar a vida:
VINCENT (starry starry night)
Noite estrelada...
Pinte sua paleta azul e cinza
Olhe para um dia de verão
com olhos que sabem da escuridão
em minha alma...sombras nas colinas...
Esboçam as árvores e os narcisos...
Colhem a brisa e os frios de inverno
Em cores na planície sob a neve.
Agora eu compreendo...o que você tentou dizer a mim... como sofreu por sua sanidade...
Como tentou os libertar... eles não ouviriam, não saberiam como...Talvez escutem agora...
Noite estrelada.
Flores flamejantes que brilham em clarões.
Nuvens girando em névoa violeta
refletem nos olhos de Vincent porcelana azul.
Cores mudando em matizes
Campos matutinos de grãos dourados.
Faces desgastadas estampadas em dor...são suavizadas sob mãos amantes do artista...
Pois não o puderam amar...
Ainda que verdadeiro amor...
E quando não havia esperança...
Naquela noite estrelada você doou sua vida, como fazem os amantes.
Mas eu poderia lhe dizer, Vincent...
Este mundo nunca teve sentido para alguém tão bonito como você.
Noite estrelada.
Retratos pendem em corredores vazios
Cabeças sem molduras em muros sem nome
com olhos que observam o mundo e não pode, esquecer, como os estranhos que você encontrou,
homens esfarrapados em trajes esfarrapados.
O espinho prateado da rosa em sangue...
jaz esmagado sob a neve virgem.
agora penso que sei
o que você tentou dizer a mim...somo sofreu por sua sanidade...
Como tentou os libertar.
Não ouviriam e ainda não ouvem.
Talvez nunca irão.
(Don Mclean - tradução da música Vincent)
sábado, outubro 14, 2006
VALORES DO BRASIL
Por: Denise Constantino da Fonseca
Há duas semanas atrás publicamos um texto sobre a colonização do Brasil e perguntamos se é devido a ela o que está acontecendo no Brasil hoje. 63,63% responderam que sim e 36,36% responderam que é apenas um dos fatores. Coitados dos portugueses. O fato é que quando algo começa errado há sempre uma chance, uma oportunidade de incutir uma mudança. Dizem que “pau que nasce torto, morre torto”, mas, citando Chico Xavier, prefiro dizer que: se não podemos voltar atrás e mudar o passado, podemos mudar agora e fazer um novo amanhã.
Li uma entrevista com um conhecido autor de novelas que expressou sua surpresa porque os telespectadores atualmente torcem pelos vilões, pelos cafajestes. Estes que dão maior ibope e os bonzinhos passaram a ser os chatos. Isso significa que nossos valores se perderam em algum lugar no espaço. As pessoas não querem mais se esforçar para vencer na vida, querem dinheiro, fama, sucesso, sem fazer nenhum esforço. Por isso, torcem pelos ídolos que representam os cafajestes na TV, um mau exemplo para a população, principalmente para os jovens. O que um jovem pode aprender assistindo um seriado como “Malhação”, “Rebelde” e companhia? É mais fácil ficar em frente a uma televisão abitolando a mente de bobagens, fazendo uma lavagem cerebral, do que ler um livro edificante. É mais fácil para uma menina vestir-se como uma atriz ou modelo, pintar-se, transfigurar seu rosto outrora angelical, esquecer que ainda é inocente e deixar-se contaminar pelos apelos sensuais da TV e da cultura empurrada pelos guetos, que tratar a alma e a inteligência. Que mundo estamos deixando para nossas crianças? Não podemos nos eximir dessa responsabilidade, pois é muito cômodo nos negarmos a deixar de assistir a nossas novelas com cenas impróprias achando que aquilo não vai interferir no psicológico dos pequeninos. Não se trata de moralismo (doutrina ou comportamento filosófico ou religioso que elege a moral como valor universal, em detrimento de outros valores existentes), mas, de moralidade (conjunto dos princípios morais como a virtude, o bem, a honestidade etc., socialmente estabelecidos em determinada época). Não devemos deixar que nossas crianças e jovens pensem que atitudes como a dos mensaleiros, sanguessugas e de gente que se vende, são normais e aceitáveis. Pelo contrário, devemos incutir em suas mentes e estimulá-los para que um dia possam estar lá no mesmo lugar, mas fazendo diferente, colocando os valores elevados em prática, resgatando-os a serviço do próximo. Podemos fazer diferente, só depende de nós.
Fonte: Dicionário Houaiss de Língua Portuguesa
Li uma entrevista com um conhecido autor de novelas que expressou sua surpresa porque os telespectadores atualmente torcem pelos vilões, pelos cafajestes. Estes que dão maior ibope e os bonzinhos passaram a ser os chatos. Isso significa que nossos valores se perderam em algum lugar no espaço. As pessoas não querem mais se esforçar para vencer na vida, querem dinheiro, fama, sucesso, sem fazer nenhum esforço. Por isso, torcem pelos ídolos que representam os cafajestes na TV, um mau exemplo para a população, principalmente para os jovens. O que um jovem pode aprender assistindo um seriado como “Malhação”, “Rebelde” e companhia? É mais fácil ficar em frente a uma televisão abitolando a mente de bobagens, fazendo uma lavagem cerebral, do que ler um livro edificante. É mais fácil para uma menina vestir-se como uma atriz ou modelo, pintar-se, transfigurar seu rosto outrora angelical, esquecer que ainda é inocente e deixar-se contaminar pelos apelos sensuais da TV e da cultura empurrada pelos guetos, que tratar a alma e a inteligência. Que mundo estamos deixando para nossas crianças? Não podemos nos eximir dessa responsabilidade, pois é muito cômodo nos negarmos a deixar de assistir a nossas novelas com cenas impróprias achando que aquilo não vai interferir no psicológico dos pequeninos. Não se trata de moralismo (doutrina ou comportamento filosófico ou religioso que elege a moral como valor universal, em detrimento de outros valores existentes), mas, de moralidade (conjunto dos princípios morais como a virtude, o bem, a honestidade etc., socialmente estabelecidos em determinada época). Não devemos deixar que nossas crianças e jovens pensem que atitudes como a dos mensaleiros, sanguessugas e de gente que se vende, são normais e aceitáveis. Pelo contrário, devemos incutir em suas mentes e estimulá-los para que um dia possam estar lá no mesmo lugar, mas fazendo diferente, colocando os valores elevados em prática, resgatando-os a serviço do próximo. Podemos fazer diferente, só depende de nós.
Fonte: Dicionário Houaiss de Língua Portuguesa
terça-feira, outubro 10, 2006
CRIANÇAS ÍNDIGOS

Por: Carmen Amazonas
Elas estão em todas as partes do planeta e apresentam determinadas características consideradas especiais. Sua estrutura cerebral se difere devido à utilização simultânea do hemisfério esquerdo e direito, sendo o direito o de maior atividade. O número delas no planeta vem aumentando desde os anos 80, e muitos deles já estão adultos e idosos.
São intuitivas, inteligentes, sensitivas, e possuem grande facilidade para compreender a justiça divina. São criativas e perceptivas e têm uma ótima memória, podendo divagar sobre vidas passadas com muita naturalidade. Também tendem a ser hiperativas, porém, nem todas as crianças hiperativas são índigos e vice-versa. São provas de uma evolução da consciência humana. Pacificadoras por natureza, almas velhas e sábias, uma grandiosa esperança para o futuro do planeta. Associam os pensamentos á ação como meta de vida. Trabalham a mudança de si para o próximo, diminuindo assim, o egoísmo, inveja e exclusões.
A FAMÍLIA é a “pedra fundamental” onde tudo deve começar, sendo imprescindível haver relações verdadeiras e muita negociação, gerando assim, autenticidade, transparência e maior confiança nos inter-relacionamentos. Nas ESCOLAS, é preciso uma nova filosofia para uma adaptação aos interesses dessas crianças. É preciso ensiná-los como pensar e não o que pensar. Passar sabedoria ao invés de conhecimento. É extremamente difícil para essas crianças permanecerem em um sistema em que elas não sentem autenticidade. As escolas devem colaborar e os pais educarem. É necessária uma profunda revisão nos objetivos e limites da educação escolar, para que se possa adaptar aos potenciais dessas crianças. São embaixadoras da paz, precursores da fraternidade. Precisam ser lapidados para uma paz nunca antes vislumbrada na história do planeta. Sua razão maior é introduzir na humanidade a honestidade, cooperação e amor. Nossas habilidades telepáticas naturais serão restabelecidas, mentir será impossível. Segundo alguns autores, as crianças índigo são assim chamadas porque são iluminadas por uma aura azul-índigo, que estaria associada à mente (chacra frontal) e à espiritualidade (aura de cor índigo). De acordo com as características de cada uma, são assim divididas:
As humanistas: Articuladores das massas. São facilmente reconhecidos por terem facilidade em fazer amizades.
Conceituais: Conhecedores e intelectuais. Estão mais envolvidos com projetos do que com pessoas.
Os Artistas: Sensíveis e intuitivos, são muito criativos.
Interdimensionais: Têm sempre novas filosofias e espiritualidade incomum.
CARACTERÍSTICAS QUE AJUDAM A IDENTIFICAR UMA CRIANÇA ÍNDIGO:
São sensitivos, tendo ouvidos e olhos para detectar o “impossível”;
São sensíveis à música, á pintura, paisagens grandiosas e á beleza em geral;
Vêm o mundo com sentimentos de realeza;
Têm excesso de energia;
Transparecem ser anti-sociais;
Fácil distração ou baixa concentração;
Necessitam emocionalmente de estabilidade e segurança de adultos em volta delas;
Não toleram autoridade;
Têm dificuldades no aprendizado tradicional, necessitando de atenção especial;
Frustram-se facilmente;
Têm dificuldades de memorizar mecanicamente;
São inquietos. Ficam sentados e envolvidos apenas quando o assunto é de seu interesse;
São muito compassivos, tendo muitos medos, como o da morte;
Devido a decepções ou falhas, podem desenvolver bloqueios;
Estão sempre preocupados com guerras, fome, problemas ambientais e animais maltratados e abandonados;
Interessam-se por história, religião e arte;
São abertos e honestos;
Ao encontrarem-se no marasmo, fazem-se arrogantes, porque sentem necessidade de novos desafios e limites;
São extrovertidos; originais; determinados; tenazes.
Quando adultos podem se tornar sensíveis à eletricidade. São expressivos sexualmente, mas podem em outros momentos, recusar a sexualidade por aborrecimento ou para manter um elo maior com a espiritualidade. Podem optar por relacionamentos sexuais diferentes. Ao alcançar o equilíbrio, transformam-se em indivíduos realizados, fortes e felizes.
A necessidade de nobres valores faz surgir mudanças há muito tempo esperadas no planeta. É preciso regenerá-lo, transformando-o em um mundo melhor.
“Deixai que venham a mim as criancinhas e não as impeçais, porquanto o reino dos céus é para os que se lhes assemelham”. JESUS CRISTO
Acontece em São Paulo no dia 15 de novembro de 2006 o 1º Seminário de Educação e Orientação a Índigos(seminário.indigos@terra.com.br), coordenado pela psicóloga Valdeniza Sire Savino.
Fontes de pesquisa:
www.flordavida.com.br
www.casa-indigo.com
Revista Espírita Além da Vida
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