terça-feira, novembro 03, 2015

VII Mostra de Teatro Infantil de Niterói



Foi maravilhoso a apresentação de As Aventuras de Sophia em Era Uma Vez... O Musical, no dia 31/10/15 no Teatro Popular Oscar Niemeyer, em Niterói, onde fomos contemplados por um público participativo e alegre. Agradecemos imensamente à organização do evento e ao pessoal do teatro, que foram muito atenciosos e receptivos. 

sexta-feira, outubro 30, 2015

As Aventuras de Sophia em Era Uma Vez em Niterói

As Aventuras de Sophia em Era Uma Vez... O Musical está indo longe. Após apresentar-se em 22 e 23 de agosto e 24 e 25 de outubro
de 2015, no Teatro Municipal Câmara Torres, o espetáculo foi selecionado para participar no 12º Festival de Teatro de Duque de Caxias e apresentou-se no dia 10 de outubro, no Teatro Raul Cortês para um público de 400 pessoas. A receptividade e o entusiasmo do público mirim foram motivadores e emocionou produção e elenco.
Já no dia 31 de outubro de 2015, Sophia e sua trupe se apresentará no Teatro Popular Oscar Niemeyer, no Espaço Niemeyer, em Niterói, participando da 7ª Mostra de Teatro Infantil de Niterói e concorrendo a prêmios de melhor espetáculo, melhor ator e atriz, melhor trilha sonora e outros quesitos. Vamos torcer.

quarta-feira, outubro 07, 2015

AS AVENTURAS DE SOPHIA EM ERA UMA VEZ... DE VOLTA ...

Quem perdeu a estreia do musical As Aventuras de Sophia em Era Uma Vez... em agosto, terá uma nova oportunidade para assisti-lo. Haverá um bis, a pedidos, nos dias 24 e 25 de outubro, às 19h e 18h, respectivamente, no Teatro Municipal Câmara Torres, em Angra dos Reis. Ingressos à venda nas Lojas Dedal Mágico e Integral, no Centro e na Livraria Nobel, no Shopping Pirata's; inteira a 20,00 e meia ou antecipada a 10,00. 
Texto: Denise Constantino e Carmen Amazonas
Direção: Maykon Renan
Com: Rafaela Maia, Felipe Santana, Juliane Bulé e Matheus Assis.
Produção: SPAsophia Cultura & Arte.



12º FESTIVAL DE TEATRO DE DUQUE DE CAXIAS

Será no dia 10 de outubro, próximo sábado, às 15h, no Teatro Raul Cortês, a apresentação de AS AVENTURAS DE SOPHIA EM ERA UMA VEZ... O MUSICAL, selecionada para o 12º Festival de Teatro de Duque de Caxias, concorrendo a premiações como: melhor espetáculo, melhor diretor, melhor figurino, melhor cenário, melhor ator, melhor atriz, atriz e ator coadjuvante, melhor iluminação e melhor maquiagem.

Merda para nós!


terça-feira, agosto 25, 2015

AS AVENTURAS DE SOPHIA EM ERA UMA VEZ... O MUSICAL




Um dia sonhei com uma menina... Linda, espevitada, cheia de manias. Ela gostava de voar em seus pensamentos, descobrir novas histórias através dos livros  e das pessoas e cantar como em um sonho...
Durante alguns anos ela mostrou traços de sua materialização, ganhando forma. Então, surgiram pequenas aventuras e travessuras rabiscadas por Denise. Seus traços se formaram... seus cabelos foram os últimos a se encontrarem... de cacheados viraram lisos... E então ganhou uma rosa para enfeitá-los. Em pequenos livretos foi se mostrando menina... esperta, curiosa, inteligente e encantada por mistérios e aventuras. Mas ela ainda precisava de mais... precisava de vida... precisava falar... queria cantar...
E então no meio do caminho... surge Rafaela... uma tentativa daqui... outra dali.... e nada... Cabeção de isopor... maquiagens... mas ainda faltava algo... Nada!!! Então pedi À Rafaela para ser a menina... aquela menina dos traços... Nossa!!! Como assim! Tentamos tantas coisas. De repente... olhamos e lá estava a Sophia... mas era a Rafaela... mas era a Sophia. E ela começa a cantar...
Até que o sonho pôde enfim ser dividido... Denise escreve, eu colaboro com a escrita e produzo e depois assisto. Rafaela canta, dança, atua. Ah!!! A maquiagem, ela também faz. Maykon dirige com MÉRITO.  Ramon faz o som soaaaaaaaarrrrrrrr. Lincoln é o contra-regra impecável e implacável. Gustavo faz a luz brilhar... São todos anjos...
E as “crianças” surpreendem a todo tempo: Matheus arranca gargalhadas com seu Pinóquio sem noção; o meigo príncipe Thiago; o lobo bobo, Paloma, conquista as crianças;
Juliane, divina e surpreendente atriz bailarina; Felipe... superação, crescimento e vontade fazem de DOM DOM Quixote um herói divertido.
Rafaela... Você acreditou em meus sonhos e me fez acreditar que era possível. Sua simplicidade e talento fazem de você uma figura ímpar e muito especial.  Você me fez acreditar em você e juntas trouxemos amigos, anjos e pessoas com talentos incríveis que nos fizeram sonhar... acordados; juntos por uma realização tão mágica que está apenas começando.
Sidiney Rocha... Você foi tudo. Seremos eternamente gratos por nos ajudar com seu talento, profissionalismo e sua lindaaaaaaaaaaa equipe de trabalho. Valeuuuu Manhães, Chiquinho e toda equipe. CENÁRIO E FIGURINO DE SONHOS...
 Sophia chega ao palco com cheiro de magia... daquelas que fazem crianças e adultos sentirem que é possível sim SER CRIANÇA... encantar-se, sorrir e chorar com um musical feito de amor, amigos, talentos e MUITAS BRINCADEIRAS.
DIVIDIR PARA MULTIPLICAR...

(Carmen Amazonas)

O texto acima resume toda a emoção que sentimos após as 3 apresentações do musical As Aventuras de Sophia em Era Uma Vez, que aconteceu nos dias 21, 22 e 23 de agosto no Teatro Municipal de Angra dos Reis. E a emoção não foi somente nossa, que escrevemos, produzimos e realizamos o espetáculo, foi percebido claramente no público que foi prestigiar, tanto adultos quanto crianças. Foi surpreendente, motivador. A personagem Sophia - A Pensadora, criada por nós (Carmen Amazonas e Denise Constantino) tornou-se a pupila de nossos olhos, nosso orgulho, e adorada por quem a vê em ação. Parabéns Rafaela Maia, nossa Sophia. Parabéns Felipe Santana por seu Dom Quixote. Parabéns Juliane Bullé pela adorável Branca de Neve. Parabéns Paloma Amorim pelo seu lobo "bobo". Parabéns Thiago Nagae por seu singelo príncipe. Parabéns Matheus Assis por seu divertido e engraçado Pinóquio. Parabéns Lincoln Glauber por seu impecável trabalho como contra-regra. Parabéns Ramon Souza pelo trabalho no som e parabéns especiais pela ótima direção, Maykon Renan. Sem você, a peça não teria esse formato que se transformou em sucesso. Parabéns e muito obrigada. E que venham as próximas apresentações.

(Denise Constantino)

quinta-feira, agosto 20, 2015

ENANGRA 2015

A 2ª edição do ENANGRA - Encontro de músicos Latino-Americanos de Angra aconteceu nos dias 05 a 09 de agosto de 2015 sob a produção e curadoria de Carmen Amazonas da SPAsophia Cultura & Arte, acompanhada de longe por Leandro Vieira, o idealizador do evento, que esse ano não pôde se dedicar totalmente por estar se recuperando de uma cirurgia. O evento contou com a presença de músicos e compositores da música folclórica e erudita latina que realizaram oficinas de música e instrumentos musicais na Casa Laranjeira. À noite, no palco do Teatro Municipal Câmara Torres, a música embalou os ânimos do público presente. Na quinta-feira, tivemos a honra de receber a cantora argentina, fundadora do Grupo Raíces de América, Mariana Avena, que fez uma merecida homenagem à Mercedes Sosa, além de cantar Volver a los 17 de Violeta Parra. Na sexta-feira, o grupo Tarancón recebeu convidados como João Arruda, Lino Huaman, Kátia Teixeira e o Grupo Amistad. Muita música, muito som de percussão e muita qualidade. No sábado, para encerrar com chave de ouro, Kátia Teixeira brincou, cantou, falou, encantou e brilhou. Chamou vários convidados ao palco como o Grupo Tarancón e Bárbara Santis do Amistad; mas o ponto crucial e emocionante foi quando chamou Mariana Avena e juntas cantaram a música Los Hermanos. Para finalizar seu show, desceu do palco e junto ao público cantou, enxugou lágrimas, abraçou e deixou saudades.

Por Denise Constantino


quarta-feira, julho 22, 2015

13ª FLIP - UMA FLIP ENXUTA



            Ano passado a culpa foi da Copa. Esse ano, a grande culpada, vilã, foi a crise econômica e a ordem é economizar, enxugar, cortar, fazer com menos. Assim, a 13ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty, que homenageou Mário de Andrade, foi realizada no período de 01 a 05/07/15 com menos dinheiro, com menos visitantes, mas não com menos pompa, e nem deixou de ser o espetáculo de sempre.
            Como já mencionei nos anos anteriores, as casas parceiras, que se espalham pelo Centro Histórico da bucólica Paraty ajudam a fazer com que o evento, de forma global, seja o maior sucesso.   Bem, o grande desejo era estar em todos os lugares ao mesmo tempo, mas como não foi possível, relatarei o que consegui assistir. Para começar: “A Qualidade da Alimentação sem sal” na Casa Gastronômica do SENAC com Filipe Baccarin. Um grande aprendizado sobre os exageros que cometemos na cozinha. Mais tarde, no dia 1º, às 21h30m em ponto, Luís Perequê e Dani Lasalvia animaram o público com música brasileiríssima, bem ao estilo de Mário de Andrade.
            No 2º dia, acordei cedo e fui para a fila na Casa Folha assistir Carlos Heitor Cony com “A Arte do Romance”. Aclamado, entrou carregado em uma cadeira de rodas e com humor, explicou que estava daquele jeito porque sofreu uma queda no hotel por ocasião da Feira de Livros de Frankfurt. A seguir, iniciou sua fala sobre o romance ao longo da história, dizendo que “o que importa em um romance não é o conteúdo, que é sempre parecido, mas a forma como é escrito”. Então, citou as similaridades de conteúdo entre as obras: Ana Karenina, Primo Basílio e Madame Bovary. Após o almoço, circulei pela cidade explorando os territórios literários em busca de alguma preciosidade. Encontrei na tenda da Flipinha Luiz Ruffato e Claudio Fragata conversando sobre “Quando a ficção e a realidade se misturam”. A boca encheu de água, querendo mais e corri para a Casa Gastronômica onde foi apresentado o livro “Mistura Morena” com a chef Morena Leite falando sobre as delícias da cozinha brasileira. Após a degustação, apreciamos um delicioso sarau com a “cantriz” Gisele Tigre, que reuniu em uma pesquisa, músicas de Mário de Andrade e músicas com temas gastronômicos. Depois de saciada no Cozinhando com Palavras, quis mais e fui buscar na programação principal, no telão, a mesa “A Poesia em 2015” com a jovem poeta portuguesa Matilde Campilho e o poeta carioca Mariano Marovatto. Depois de ouvir as sábias e empolgantes palavras da jovem Matilde, podemos dizer que ao contrário do que muitos pensam, a poesia em 2015 continua viva e sempre existirá. Matilde Campilho afirmou que não tem vergonha de dizer que sua profissão é poeta e que o importante é ser feliz fazendo o que gosta. Indagada sobre como a poesia pode ajudar as pessoas nesse momento difícil que estamos vivendo com conflitos e crises econômicas, a poetisa respondeu que a arte, em geral, não pode salvar o mundo, mas salva um minuto. Lindo, não? À noite, tentei assistir Elisa Lucinda declamar poesias na Capelinha, mas a lotação já estava esgotada. Restou-me visitar a Casa IMS, onde havia um coquetel de lançamento da exposição fotográfica de Maureen Bisilliat. Depois, ali ao lado, fui provar o vinho da Casa Folha e ouvir e dançar uma contagiante música, espremida entre uma multidão de pessoas animadas. Só foram uns aperitivos enquanto eu aguardava a última palestra da noite, “Do angu ao kaos”, com meu querido escritor Marcelino Freire, com o qual fiz uma oficina ano passado de contos, na Casa Sesc. Como companheiro, Marcelino teve o confuso Jorge Mautner.
            No 3º dia, depois do desjejum, continuei-o na Casa gastronômica que ofereceu aos presentes “Café com etc...” com a chef Concetta Marcelina e Fábio Colombini Fiori e aprendemos mais sobre nosso sempre companheiro – o café. Para degustar, um delicioso e autêntico Tiramisú. De alma recheada, às 15h, assisti no telão “As Ilusões da mente”, onde o filósofo e economista Eduardo Giannetti e o neurocientista Sidarta Ribeiro falaram sobre as descobertas recentes no campo da neurociência. Inclusive, Sidarta alegou que estamos próximos de entender o que é e como funciona a consciência. Talvez seja isso que esteja faltando para sermos pessoas melhores. À noite, às 20h, lá estava eu na Casa Cais, lutando com uma multidão que se acotovelavam para encontrar um cantinho no pequeno espaço, tudo para ver a adorável Adriana Calcanhotto ler as cartas de Mário de Andrade a Manuel Bandeira e vice-versa, juntamente com Júlio Diniz, entrecortadas pelas canções memoráveis da diva com seu violão.
            No penúltimo dia, resolvi passar uma boa parte na Casa Off Flip das Letras, onde ouvi uma interessante palestra com João Scortecci sobre direitos autorais. Só cabulei para às 14h ir à Casa Gastronômica petiscar um sarau culinário com Gisele Tigre e para saber “Para onde caminha a gastronomia brasileira?” À noite, fiz uma rápida visita à Casa Sesc para assistir à Premiação dos ganhadores do concurso literário Off Flip 2015 e regressei correndo para o Cozinhando com Palavras, onde ofereceram um banquete com a conversa “Impacto do prêmio Jabuti na criação e promoção literária” com a mediação de Marisa Lajolo, organizadora do Fórum das Letras de Ouro Preto recebendo Marcelino Freire, premiado pelo Jabuti na categoria contos em 2006 e finalista em 2014 na categoria romance, e Roger Mello, escritor e ilustrador, ganhador de nove Jabutis. Estavam presentes a diretora da Estação das Letras, Suzana Vargas e os dirigentes da Câmara Brasileira do Livro, organizadores do Prêmio Jabuti, que fizeram um apelo aos presentes para assinar um livro de contestação à medida do governo de reduzir a compra de livros para escolas e bibliotecas.
            No último dia, às 10h já estava em frente ao telão para assistir “Música, doce Música”, uma conversa esclarecedora com o escritor, crítico e compositor Hermínio Bello de Carvalho e o crítico e escritor José Ramos Tinhorão. A discussão acalorada começou quando Tinhorão afirmou que a música de Tom Jobim era imitação de músicas importadas e exemplificou, citando a semelhança da música “Samba de uma nota só” de Tom Jobim com Mister Monotony de Judy Garland e ainda chamou a bossa nova de ritmo de goteira. Afirmou ainda que a verdadeira e autêntica música brasileira, de raiz, tem dificuldade de ser difundida no exterior. Hermínio discordou terminantemente e defendeu Tom Jobim e a bossa nova e embora os dois tenham demonstrado ideias totalmente contrárias, ambos os discursos agradaram o público.
            Outras casas parceiras também se destacaram, como a Casa Rocco que recebeu renomados autores, incluindo Frei Beto. A Casa da Liberdade, que ofereceu exposição fotográfica e palestras não menos interessantes. A Casa Libre também não deixou a desejar com sua programação. A Casa Sesc ofereceu uma programação intensa, inclusive com oficinas de roteiro cinematográfico, criação literária com Francisco Gregório Filho e uma sobre a arte da crônica. A Flipzona marcou presença ocupando os jovens por um bom motivo: a arte e a literatura. A Flipmais, na Casa de Cultura, esse ano foi totalmente gratuita e além de palestras, ofereceu vídeos da série “Poesia em Movimento” da Philos, de entrevistas com Eucanaã Ferraz, Arnaldo Antunes e Cleonice Berardinelli, todas mediadas por Adriana Calcanhotto. Como podem perceber, não faltaram opções para quem não conseguiu ingresso para a tenda principal e para quem não quis assistir às mesas gratuitamente pelo telão disponibilizado pela organização.
            Não poderia ser diferente dos anos anteriores, a Flip já deixa saudade. Saudade de ver gente bonita, interessada, esclarecida, engajada; das conversas durante o desjejum no hotel, em cada esquina, em cada café, em cada restaurante ou bar sobre o assunto que preenche Paraty durante cinco dias todo ano: literatura, livros, arte, letras, escritores, mágica, fantasia, sonhos...
Até ano que vem... Flip.


Por: Denise Constantino

segunda-feira, dezembro 15, 2014

Meu livro

Já está no site do Clube dos Autores o livro Haikaiseando, o primeiro dentre muitos que desejo publicar.

                                                                         Sinopse
HAIKAISEANDO é a junção de HAIKAI + DESENHANDO. Com este livro, o leitor poderá desfrutar haikais diversos na forma aportuguesada desse estilo, ou algo parecido, no caso, uma versão particular dessa poesia minúscula que nasceu no Japão . A ideia é abstrair, divertir-se, sonhar, imaginar, criar e expressar através de desenhos sua percepção dessa pequena poesia, porém, tão significativa.

Categorias: PoesiaLiteratura Infanto JuvenilEntretenimento 

sexta-feira, outubro 10, 2014

ANGRENSES SÃO PREMIADOS EM FESTIVAL DE CONTOS

Acadêmicos do Ateneu Angrense de Letras e Artes marcaram presença na cerimônia de premiação do 2º Festival de Contos do Estado do Rio de Janeiro promovido pela LITERARTE – Associação Internacional de Escritores e Artistas do Rio de Janeiro, que aconteceu nos dias 19 e 20 de setembro, no palco do Teatro Municipal de Angra dos Reis. Participaram escritores de todas as partes do Brasil e do exterior, somando mais de mil contos inscritos. Dentre os participantes, a acadêmica do Ateneu Angrense de Letras e Artes, Denise Constantino da Fonseca. No primeiro dia do evento, foi lançado o livro “Conto e Pronto!” composto pelos 20 melhores contos selecionados no concurso, além da leitura dramatizada dos 10 melhores. Desses dez, a plateia escolheu três através de cédulas de votação. No dia 20 de setembro, a Literarte premiou escritores diversos e personalidades, inclusive de Angra dos Reis que realizam algum trabalho em prol da cultura e da arte, principalmente o incentivo à leitura. Foram premiados os acadêmicos Ana Maris de Figueiredo, Bruno Marques (diretor da Cultuar) e Ceci Campos (sócia correspondente), além de Délcio José Bernardo, presidente da Cultuar; Marlene Ponciano, jornalista do Jornal Maré e professoras e diretoras de Escolas Públicas Municipais de Angra dos Reis, como: Creche Jair Landim, Escolas Tânia Rita, Regina Célia Monteiro e Dr. Orlando Gonçalves. Dando continuidade, fomos brindados com a presença do showman Eduardo Duseck, que animou a noite com suas tiradas cômicas e músicas saudosas. O próprio cantor anunciou os vencedores, iniciando pelo 10º lugar. O suspense durou até o segundo lugar, quando anunciaram como primeiro o conto “A Prosa e a Poesia” da acadêmica do Ateneu Angrense de Letras e Artes, Denise Constantino da Fonseca. O conto é baseado em um fato que ocorreu na Rússia e conta a história de dois homens que brigam em um bar, um defendendo a Prosa e o outro defendendo a Poesia, até encaminhar-se para um desfecho trágico.

terça-feira, agosto 19, 2014

A Flip além da Tenda dos Autores

E no começo a Flip era só programação principal. Ainda bem que hoje isso mudou. Não porque as mesas da programação principal não sejam merecedoras de aplausos, nesse ano tivemos mesas bem atrativas, unindo literatura, política, jornalismo, arquitetura, ciência, memória... Porém, a cada ano que passa fica mais difícil comprar ingressos, que se tornou tarefa árdua e heroica e esse ano foi o primeiro que não consegui um ingresso sequer para a tenda dos autores, o que me deixa preocupada pelos anos seguintes. Essa edição da Flip teve corte no orçamento. Culpa da inflação? Os patrocinadores preferiram apoiar a Copa e não sobrou muito para a literatura? Erro fatal! Devido à economia, não houve a Tenda do Telão, mas teve telão ao ar livre e é claro que teria que ser gratuito, haja vista o público ter ficado ao relento e debaixo do sol. Os deuses da literatura devem ter feito um acordo com São Pedro e para sorte daqueles que tiveram de se contentar com o telão, não choveu. Definitivamente, o show de abertura aberto ao público e sem cadeiras foi mais empolgante e Gal Costa não deixou que sentíssemos falta do conforto dos anos anteriores. Na Praça da Matriz, nada daqueles bonecos temáticos, apenas as variadas letras de Millôr e não houve um que não quisesse fazer uma foto na letra de seu nome.


O lado bom de não conseguir ingressos foi que a Flip cresceu para os lados e as programações paralelas já superam a principal. A Flipinha apresentou boas atrações para todas as idades. A Flip Mais, na Casa de Cultura, nos brindou com Adriana Calcanhoto (sempre maravilhosa e simpática) em Versos de Risco – do Hai-kai à poesia marginal, que no final da conversa teve a paciência magistral de autografar seu novo livro e fotografar com todos os fãs, um por um, sempre sorridente; o emocionante Em Nome do Pai, com Marcelo Rubens Paiva e Ivo Herzog, falando sobre o momento traumático que viveram na época que seus pais foram vítimas da ditadura e o comediante Reinaldo, do Casseta & Planeta regeu uma conversa sobre Millôr Fernandes, o homenageado do ano. O Instituto Moreira Salles, Casa Rocco e Casa Folha não ficaram para trás, trouxeram Ruy Castro, Guilherme Arantes e Frei Beto. O SESC ofereceu oficinas com Ninfa Parreiras (literatura infantil), Marcelino Freire (Formas Breves- essa eu fiz!) e dramaturgia. Além dessas atrações, essas casas ainda ofereceram um agrado ao público presente: petiscos, espumantes, vinho tinto, cerveja... Muitas vezes foi difícil encontrar uma brecha para entrar. A Casa do Autor Roteirista, em seu segundo ano, também inovou com oficinas de áudio-visual e roteiros, essa com Adriana Falcão, roteirista da Grande Família. Ofereceu palestras com diretores e autores da TV Globo, saraus de poesias e textos de autoria dos organizadores da Casa, Thelma Guedes e Newton Canito, lidos por artistas globais (Nanda Costa, Marcos Caruso, Ângelo Antonio, Murilo Rosa e Leona Cavalli). Estreando na Flip, o SENAC teve a brilhante ideia de oferecer o Cozinhando com Palavras, uma casa gastronômica onde chefs, como Francisco Lelis e André Bocatto e aprendizes falaram sobre a arte da cozinha, desde os menus do tempo do império até a necessidade de reaproveitamento alimentar. E tudo com direito à degustação dos pratos feitos aos nossos olhos. Que voltem em 2015.
            Por tudo isso, não ter ingressos para a Tenda dos Autores foi a melhor coisa que me aconteceu esse ano. Tive tempo para fazer a Oficina de Marcelino Freire que durou 3 dias e que acrescentou muito ao meu conhecimento e aprimoramento na escrita de contos, microcontos e minicontos. Do lado de fora, a arte, a cultura e a literatura explodiam para todos os lados e nos contagiavam com a vontade de obter mais e mais. O único momento que parei à frente do telão foi para assistir Fernanda Torres e Daniel Alarcón na mesa Romance em Dois Atos.
            Paraty, com os dias ensolarados e as noites frias estava aconchegante e deslumbrante como sempre, mas, estruturalmente, agonizava com tantas pessoas, tendo seu pico no sábado, quando milhares de pessoas invadiram as ruas e a ponte sobre o rio Perequê. Encontrar um restaurante para almoçar foi trabalhoso e um teste de paciência. As operadoras de telefonia estavam mortas, dificultando o pagamento com cartão nos estabelecimentos. Desconforto para os clientes, que tinham de pagar em dinheiro e confusão para os proprietários. Mas nada pior do que ver comerciantes aumentarem o preço das mercadorias aos nossos olhos, preços que já estavam exorbitantes. Mas isso não é culpa da Flip, trata-se do jargão da Lei de Gerson de querer levar vantagem em tudo.
            Não há o que falar mal da Flip, pelo contrário. Como já disse, a Flip extrapolou a Tenda dos Autores e fervilha do outro lado do rio, no Centro Histórico. Que continue assim nos outros anos e eu não precisarei lamentar a dificuldade de conseguir um ingresso para a programação principal.

Denise Constantino
             

domingo, junho 29, 2014

PEÇA TEATRAL: SOPHIA - A PENSADORA EM AVENTURAS NA BIBLIOTECA




Sophia é uma menina de 8 anos que vive com a mãe e a irmã. Seu pai desapareceu de forma misteriosa. Sophia é esperta, curiosa, inteligente e adora mistérios e aventuras; por isso, adora contar e vivenciar as histórias que lê. Sophia usa uma bolsa onde guarda objetos pessoais de grande utilidade para suas aventuras. Tem como fiel companheira sua cadela chamada Cindy e possui como protetoras duas corujas mágicas, chamadas Razão e Sensibilidade. As aventuras de Sophia se iniciam quando ela abre um livro, acessa seu tablet ou conversa com as pessoas. Obtendo mais conhecimento e descobrindo mais sobre a história de nosso mundo e sobre contos de fantasia, Sophia – A Pensadora vivencia uma história lida e ainda tem a liberdade de recontá-la, com mais dinamismo, aventuras e emoções.
A peça Aventura na Biblioteca é realizada com a interação entre fantoches e atores reais e começa quando Sophia se dá conta de que Dom Quixote desapareceu de suas histórias (ora, uma história sem seu herói fica incompleta!). Então, Sophia embarca em uma aventura a sua procura, vasculhando todos os livros de histórias infantis, dialogando com personagens que habitam a fantasia das crianças, como Pinóquio, Peter Pan, Chapeuzinho Vermelho, Cinderela e Branca de Neve. No final, uma surpresa... e descobre-se porque Dom Quixote saiu de suas aventuras literárias para os dias atuais. A aventura termina com todos cantando.
O roteiro é informativo, educativo e divertido para crianças do 1º ao 6º ano. A produção é da SPAsophia Cultura & Arte, com texto de Denise Constantino, direção de Carmen Amazonas, produção executiva de Sérgio Silva, com os atores: Rafaela Maia, Felipe Santana, Lucas Renner.

MAIS INFORMAÇÕES: (24) 99225-7705 - carmen.amazonas@gmail.com 







segunda-feira, maio 26, 2014

BOURBON FESTIVAL PARATY 2014



O Bourbon Festival Paraty, que ocorreu entre os dias 23 e 25 de maio de 2014, está se transformando em um evento de grande proporção, aproximando-se da grandiosidade da Flip. Diferencia-se no público, com gente mais jovem, bonita, despojada, que desfila pelas ruas de Paraty com long neck na mão e garrafa de vinho debaixo do braço.

Pontos + : Boas bandas, excelentes músicos e apresentações cativantes = boa música. E claro, sempre Paraty com seu charme, respirando arte por todos os poros. Hermeto Pascoal, Shemekia Copeland, Patti Austin e Big Time Orchestra com Tiago Abravanel fizeram a tenda da Matriz arrepiar. Orleans Street Jazz Band e os Buskers nos transportaram para New Orleans alegrando nossas passagens pelas esquinas de Paraty. O espaço em Santa Rita lembrou as viagens musicais em Woodstock, onde o público se ajeitou como pôde pelo chão, com direito a cestas de piquenique e isopor com bebidas.

Pontos - : Muito álcool e drogas. Não entendi porque as pessoas precisam beber tanto, já que a música já nos causa um "barato" natural e nos faz viajar pelo universo de forma saudável, mais tranquila e sem consequências drásticas. Nada contra  um vinho na janta ou uma cerveja com amigos, estou falando sobre os excessos. E é exatamente o que nos falta: controlar os excessos. Debaixo da lona do palco da Matriz, o chão parecia um mar de garrafas e latas, que se transformaram em obstáculos e risco de acidentes para os que queriam apenas ouvir, dançar e curtir boa música. Podiam-se distinguir facilmente os que não possuíam uma garrafa de bebida alcoólica na mão, pois eram poucos. E pior: a maioria dos que se embriagavam eram jovens e de famílias de classe privilegiada. No ar, defumação com erva, aquela que foi liberada no Uruguai. Negativo foi assistir a Tiago Abravanel e Big Time Orchestra, em pleno espetáculo, tomarem meia garrafa de cachaça, garrafa essa que foi dada por alguém do público. Eles não precisavam disso. O Bourbon é muito bom, é contagiante, divertido, encantador, mas espero que não perca sua essência por causa dos excessos.

Apesar de adorar uma boa música, dentre os eventos de Paraty, ainda prefiro a Flip. Prefiro ver um jovem carregando um livro a ver um jovem com uma garrafa de cachaça debaixo do braço.

Por: Denise Constantino (No Bourbon com Carmen Amazonas)

terça-feira, abril 22, 2014

Atividades educativas com Valentin e Sophia

SPAsophia Cultura & Arte oferece atividades educativas e informativas com os personagens Valentin - O Menino Verde e Sophia - A Pensadora em escolas, hotéis, feiras, associações e eventos diversos, apresentando:
- Peça teatral
-Teatro de fantoches
- Oficinas
- Recreação
 



Contato: Carmen Amazonas - carmen.amazonas@gmail.com
Tel: (24) 3365-3178 ou (24) 99225-7705


Resultado Concurso de Resenhas do Sindicato dos Escritores do Distrito Federal.

Caros amigos que participaram do Concurso de Resenhas do Sindicato dos Escritores do Distrito Federal, o resultado se encontra no link abaixo e estou muito orgulhosa de ter sido contemplada.



ARTE, CULTURA E EDUCAÇÃO COM QUADRINHOS



            Na década de 50, ao mesmo tempo em que as histórias em quadrinhos atingiam seu auge, também foram ao fundo do poço por causa de um estudo equivocado feito por um psiquiatra chamado Fredric Wertham. Por causa de suas ideias preconceituosas, até hoje essa nódoa habita em nossas mentes. Quem já não ouviu insinuações sobre a sexualidade de Batman e Robin, amigos na luta pela justiça e da Mulher Maravilha, amazona, forte e independente? O propósito de Wertham era provar que os quadrinhos influenciavam negativamente os jovens, tornando-os violentos e propícios à delinquência. O tempo encarregou-se de apagar essa mácula e hoje, os quadrinhos, encaixados no rol da arte contemporânea, mostram que o estudo de Wertham ficou no passado, esquecido e os quadrinhos, como forma de diversão, arte, cultura e educação renasceram como fênix, com um nome fashion: HQ.
            Existem HQs só de imagens, as quais dizem tudo e independem das palavras e aquelas em que as imagens e palavras são trabalhadas em sintonia, transmitindo mensagens edificantes e divertidas a jovens, crianças e a adultos também. Exemplos de sucesso são a Turma da Mônica de Maurício de Souza e O Menino Maluquinho de Ziraldo.
            Galgando os degraus rumo ao reconhecimento, SPAsophia Cultura & Arte apresenta Valentin – O Menino Verde e Sophia – A Pensadora em HQs educativas, informativas, educacionais e divertidas. Valentin nos apresenta histórias sobre a preocupação com o meio ambiente e nos sugere solidariedade, ética, gentileza e a conscientização em relação às nossas atitudes perante o nosso meio. Sophia nos mostra a importância da leitura através de suas viagens e aventuras pela literatura e vivência com os personagens conhecidos da literatura infantil, além de valores morais elevados. Através das HQs com Valentin e Sophia, a SPAsophia Cultura & Arte oferece propagandas para setores comercial, industrial, governo e civil e atividades educativas e informativas em colégios e entidades voltadas para a educação, arte e cultura, como oficinas, teatro e brincadeiras.
            “As HQs despertam a atenção por serem significativas e compreensíveis para a criança, principalmente no período inicial de aprendizagem de leitura e escrita, porque associam o desenho e a palavra escrita, duas formas impactantes de representação. Além disso, a HQ torna-se uma alternativa de leitura prazerosa, pois prende a atenção da criança por conter aspectos lúdicos como as cores, as onomatopeias, os personagens, os desenhos, as histórias engraçadas, textos curtos etc., o que acaba desenvolvendo outras práticas de leitura.” (RCP Língua Portuguesa, nº 51).
            A proposta da SPAsophia Cultura & Arte é exatamente essa: através das HQs com Valentin – O Menino Verde e Sophia – A Pensadora transmitir às crianças e jovens outras formas de pensar e agir, reflexões e boas ações, colaborando para sua educação, conhecimento e informação perante o mundo.

Escrito por Denise Constantino

Fonte: Revista Conhecimento Prático Língua Portuguesa – Nº 51 – Editora Escala.